quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estude Linux

Nunca estive em um call center que não adote a plataforma Windows em suas operações de atendimento, mas o cenário é muito favorável a sistemas como o Linux, que são abertos, podendo ser adequados às necessidades da corporação, e gratuitos, o que representa uma considerável economia de dinheiro em empresas com centenas ou milhares de computadores. Além disso, o Linux é bem mais seguro e tem melhor suporte nativo ao trabalho em redes – principalmente de grande porte, que são a realidade das centrais de atendimento.

Atualmente, usar Linux com interface gráfica é quase o mesmo que usar Windows. Para o usuário comum, que precisa apenas executar programas, abrir e salvar arquivos, navegar na web e enviar e receber e-mails, as diferenças entre os sistemas operacionais são mínimas ou até inexistentes. E para os colaboradores da empresa, desde os atendentes até o mais alto executivo, este uso básico é realmente tudo que se tem permissão para fazer nos computadores de um call center, pois todo o resto é privilégio exclusivo do pessoal do TI.

Em call center ninguém precisa usar o computador para brincar jogos ou editar arquivos multimídia. A funcionalidade das máquinas é baseada em softwares de telefonia, edição de textos, planilhas eletrônicas, bancos de dados, apresentação de slides, e-mail, navegação na Internet e gestão de pessoas, equipes e indicadores. E há soluções para tudo isso na plataforma Linux, como a suíte de aplicativos Apache OpenOffice (antiga OpenOffice), similar ao pacote Microsoft Office.

Feitas estas considerações, o objetivo do texto não é defender o uso de sistemas abertos nas empresas de call center, explorar as possibilidades de migração de plataformas ou promover discussões técnicas sobre o assunto. O objetivo é suscitar a adoção de soluções open source como possibilidade real neste ramo de atividade, levando o leitor a perceber que conhecer sistemas como Linux e aplicativos como o Apache OpenOffice, ainda que em nível básico, é um belo diferencial na disputa por um lugar ao sol – ou à sombra, caso o leitor esteja no escaldante verão do Rio de Janeiro.

E aí, quer aprender?

Dica do Operador:



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